terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

A Pequena Delicadeza

Oi pessoas!
 Vou postar uma história muito fofa, que é capaz de levantar qualquer pessoa que esteja caída. É a historinha da pequena delicadeza, de Albert Altennähr.


  Era uma vez uma pequena  Delicadeza. Isso mesmo: uma pequena Delicadeza. Era tão pequena que a maior parte das pessoas não sabia sequer que ela existia. Ninguém reparava nela, e assim se arriscava a ser pisada ou atropelada pelas rodas dos automóveis e bicicletas.
  - Viver no meio de gente tão apressada é realmente muito perigoso! -pensava a pequena Delicadeza. -Quando tudo corre bem, ignoram-me; mas,  quando tudo vai mal, até me pisam. Basta! Vou cair na estrada e procurar um lugar no mundo onde possa andar à vontade.
 Por isso, partiu e vagueou por cidades e países. Muitas vezes, dizia a quem encontrava: -Que bom você também estar aqui. Sabe, eu sou a pequena Delicadeza. Por acaso não precisa de mim?
 No entanto, ninguém prestava atenção nela. As pessoas passavam correndo ou a atropelavam. Só um homem, uma vez, respondeu-lhe:
 -Que me interessa uma pequena Delicadeza! O que eu quero é um grande destino! - e desapareceu, rua abaixo, com muita pressa.
  A pequena Delicadeza tornou-se cada vez mais triste. Um dia, chegou ao país da escuridão, onde o Sol não ilumina as coisas nem as estrelas brilham. Lá não havia luz e as pessoas estavam tristes e infelizes. Neste lugar, a pequena Delicadeza encontrou um homem idoso e cansado que vivia muito sozinho na sua casa.
 - Que bom encontrá-lo! Sabe, eu sou a pequena Delicadeza. Posso ajudá-lo em alguma coisa?
 -Vá embora! - berrou o velho. - Como você poderia ajudar-me? O mundo é escuro e a vida, muito dura. O que poderá fazer uma pequena Delicadeza? Nada! - e trancou-se em casa. A porta da sua casa estava fechada como a porta do seu coração; por isso, não podia entrar lá um pouco de luz nem um pouco de amizade. Triste, a pequena Delicadeza foi-se embora.
 Caminhou, caminhou, caminhou até que encontrou o mar.
 - Não posso mais avançar... - soluçou. - Sou muito pequenina para este mundo tão grande.
 E chorou amaramente durante aquela noite, uma noite fria e escura. Depois de tantas lágrimas, de repente teve uma sensação de calor. Com medo, abriu os olhos e viu um tênue Raio de Sol que se tinha aproximado muito devagarinho e que lhe fazia cócegas.
 -Você é muito bonito! - disse-lhe, maravilhada, a pequena Delicadeza.
- Acha? - brilhou o pequeno Raio de Sol, que se tornou um pouco mais luminoso.
-Quem é você e de onde vem? - perguntou a pequena Delicadeza.
- Sou um pequeno Raio de Sol. Faço cócegas à escuridão e venho trazer o novo dia.
- Sozinho? - replicou a pequena Delicadeza, meio desconfiada. -As pessoas não ligam para coisas pequenas como você e eu!
  -Mas eu tenho muitos amigos e amigas! - disse o Raio de Sol, virando-se. -Então chegando... Posso apresentá-los? Esta é a palavrinha "Obrigado" e mais atrás estão o "Sorriso" amigo, o "Bom-dia" e seu priminho, o "Beijo de boa-noite". Mas ainda não acabou: estes aqui são o "Instantinho" e a menina "Carícia". Aquele lá é o "Abraço forte"...
  -Ei! Devagar! Como irei lembrar-me de tantos nomes? - perguntou a pequena Delicadeza.
  -Não faz mal - disse o Raio de Sol e olhou, pensativo, para a pequena Delicadeza.- Acho que você deveria unir-se ao nosso grupo. Quer dar uma volta pelo mundo?
 -Com todo prazer! - exclamou contente a pequena Delicadeza. -Com vocês, a vida deve ser muito divertida. Vamos todos juntos fazer cócegas à escuridão!
  E, assim, a pequena Delicadeza andou pelo mundo com seus novos amigos a fazer cócegas à escuridão. Ela nem queria acreditar: aonde chegavam, despertavam alegria e as pessoas se libertavam da terra de escuridão. Assim... simplesmente... com toda a naturalidade!
  E vocês? Não gostariam de ajudar alguém?




A pequena Delicadeza,
com todos os seus amigos, está à sua espera.
Você também poderá contribuir para que o mundo se transforme.


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